3) No mês de novembro a senhora gastou R$3543,98 nas despesas de correio, R$1000 de telefone celular, e R$1006,73 de material de escritório e outros materiais de consumo. Por que tão caro?
Acredito que já tenha explicado os gastos com material de escritório e correio. O telefone celular é um problema já que é meu ‘escritório ambulante’. Como não mexo os braços, os telefones fixos não me ajudam muito. Na realidade, gasto muito mais já que este é apenas a conta de um deles, que uso a trabalho. Despacho e-mails quando estou a caminho de compromissos, faço conferências e procuro adiantar assuntos com secretários e pessoas estratégicas para o meu mandato e a cidade. Não importa onde esteja, o dia e o horário. É um custo que estou buscando reduzir neste novo mandato com a contração de um celular empresarial para, ao menos, me comunicar com minha equipe e também para ajudá-los a reduzir seus gastos, que também são bem altos e não podem ser ressarcidos.
4) Uma vez que ha o gasto com locação de veiculo, não é muito caro R$1320,47 (nov 2008) R$1500 (out.2008) R$1259,00, ... por mês com gasolina?
O valor da locação não inclui o combustível. Este valor corresponde a cerca de 550 litros de gasolina por mês. É justificado pelo montante de compromissos aos quais preciso ir e em diversos lugares na cidade, em reuniões nos bairros, ONGs e subprefeituras, além de outros deslocamentos. O valor gasto é compatível com a intensidade das atividades e a distância percorrida.
Eu trabalho aos finais de semana com compromissos diversos em seminários ou visitas a bairros cujos munícipes precisam do meu apoio para melhorias em acessibilidade e transporte público e é meu dever ir até eles em um dia em que não comprometam o seu próprio dia de trabalho. Vou ao Grajaú, Campo Limpo, Capela do Socorro, Lapa, Pinheiros, Vila Piauí, São Mateus, Artur Alvim e em locais tão extremos que já configuram zona rural apesar de estarem no município de São Paulo. Em março, por exemplo, estivemos duas vezes em Artur Alvim (cerca de 25 km do Centro) auxiliando no problema de uma rua usada como terminal de ônibus e, em abril, fui convidada para uma reunião na Cidade Tiradentes (cerca de 35 km do Centro). Afora outros compromissos, estou citando apenas os mais distantes do centro. Depois, o contato é mantido e meus assessores voltarão aos locais para mais reuniões e vistorias sobre os problemas relatados. São muitos quilômetros percorridos (ida e volta – X2). Quando um CEFAI (Centro de Formação e Acompanhamento a Inclusão) ou ONGs me solicitam Manuais de Convivência para apoio aos trabalhos, é com o carro oficial que este material é entregue. E eles estão por toda cidade já que meu trabalho não é distrital, mas sim focado na promoção do acesso e inclusão das pessoas com deficiência. E por aí vai.
Esta cobrança em relação ao gasto com gasolina fez com que o vereador Beto Custódio, que tem sua base eleitoral na Zona Leste, passasse a ir de ônibus aos encontros. Você considera essa uma boa solução? Eu não acho que esse é o caminho para o vereador exercer melhor seu mandato. Para mim seria inviável, até por não movimentar um músculo do pescoço para baixo.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
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